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Promoção da reabilitação energeticamente eficiente de edifícios urbanos
Edifício A

Térmica
Acústica
Auditoria energética

Dados Gerais

Tipo de utilização: habitação e serviços;

Zona Climática:I3, V2N;

Número de edifícios: 6;

Número de fracções: 114;

Tipologias: 33 T2, 60 T3, 21 T4;

Orientação solar do alçado principal: Sul.

Inércia Térmica: média.

Térmica

• Envolvente Opaca

Parede Exterior
Parede exterior com 26 cm de espessura, constituída (do exterior para o interior) por: camada de reboco tradicional com 2 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,3 W/m.ºC), pano de alvenaria de tijolo furado com 15 cm de espessura (resistência térmica de 0,38 m2.ºC /W), caixa-de-ar com 4 cm de espessura (resistência térmica de 0,18 m2.ºC /W), pano de alvenaria de tijolo furado com 7 cm de espessura (resistência térmica de 0,19 m2.ºC /W), camada de reboco tradicional ou revestimento cerâmico (nas zonas húmidas) com 2 cm espessura (condutibilidade térmica de 1,3 W/m.ºC).

Parede Interior
Parede interior, com 26 cm de espessura, em contacto com o edifício vizinho. A solução é definida, do exterior (espaço não útil) para o interior (espaço útil) por: camada de reboco tradicional com 2 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,3 W/m.ºC), pano de alvenaria de tijolo furado com 15 cm de espessura (resistência térmica de 0,38 m2.ºC /W), caixa-de-ar com 4 cm de espessura (resistência térmica de 0,18 m2.ºC /W), pano de alvenaria de tijolo furado com 7 cm de espessura (resistência térmica de 0,19 m2.ºC /W), camada de reboco tradicional ou revestimento cerâmico (nas zonas húmidas) com 2 cm espessura (condutibilidade térmica de 1,3 W/m.ºC).

Parede interior simples, em contacto com a caixa-de-escadas, com 22cm de espessura. A solução é definida, do exterior (espaço não útil) para o interior (espaço útil), por uma camada de reboco tradicional com 2cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,3 W/m.ºC), por um pano simples em betão armado (condutibilidade térmica de 2,0 W/m.ºC), por uma caixa-de-ar com 3cm de espessura (resistência térmica de 0,18 (m2.ºC) /W), por uma camada de reboco tradicional com 2cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,3 W/m.ºC).

Cobertura Interior
Cobertura interior, em contacto com o desvão não útil. A solução é definida, do interior (espaço útil) para o exterior (espaço não útil), por uma camada de reboco tradicional com 2cm de e esteira horizontal em laje aligeirada de blocos cerâmicos.

Pavimento Interior
Pavimento interior, em contacto com fracção de serviços. A solução é definida, do interior (espaço útil) para o exterior (espaço não útil), por revestimento de piso, betonilha de assentamento ou de regularização, laje aligeirada de blocos cerâmicos e revestimento de tecto em reboco tradicional.

Comparação de coeficientes de transmissão térmica de soluções construtivas do edifício com valores de referência e limites máximos regulamentares

• Envolvente envidraçada

Vão envidraçado vertical simples, com caixilharia de plástico, sem classificação relativamente à sua permeabilidade ao ar, com vidro duplo incolor (vidro exterior 4 mm + lâmina de ar com 12 mm + vidro interior com 5 mm), com dispositivos de protecção solar exteriores do tipo persiana de réguas plásticas de cor clara.

Vão envidraçado vertical simples, com caixilharia em madeira, sem classificação relativamente à sua permeabilidade ao ar, com vidro simples incolor com 4 mm de espessura, com dispositivos de protecção solar exteriores do tipo persiana de réguas plásticas de cor clara.

Vão envidraçado vertical simples, com caixilharia metálica, giratória, sem corte térmico, sem classificação relativamente à sua permeabilidade ao ar, com vidro simples incolor com 4 mm de espessura, sem dispositivos de protecção solar/oclusão nocturna.

Comparação do coeficiente de transmissão térmica e do factor solar dos vãos envidraçados do edifício, com valores de referência e limites máximos regulamentares

Térmica, Acústica , Auditoria energética

Acústica

• Critérios de amostragem e resultados das medições

As medições visaram a determinação do isolamento sonoro a sons aéreos de fachadas, com altifalante, do isolamento sonoro a sons aéreos entre compartimentos, e do isolamento sonoro a sons de percussão em pavimentos.
A análise prévia dos elementos de projecto disponibilizados e dos edifícios em estudo permitiu considerar uma amostragem representativa de um conjunto de soluções construtivas adoptadas, sem contudo poder considerar-se como uma análise exaustiva de todas as soluções aplicadas nos edifícios.

Listagem dos diferentes parâmetros caracterizadores do isolamento acústico, obtidos a partir dos ensaios realizados in situ, bem como das exigências regulamentares aplicáveis, possibilitando a avaliação do conforto acústico de espaços dos edifícios.

• Considerações finais

O índice de isolamento sonoro a sons de condução aérea, DnT, w, registado, nas medições efectuadas entre as duas fracções de habitação (um quarto, do Bloco A, 3.º Piso, Esquerdo e um quarto, do mesmo bloco, 3.º Piso, Direito – contíguos na horizontal), foi de 50 dB, sendo a exigência regulamentar DnT, w + 3 ≥ 50 dB. Quanto ao índice de isolamento sonoro a sons de percussão, L’nT, w, o valor determinado entre aqueles espaços foi de 60 dB, sendo o limite regulamentar L’nT, w – 3 ≤ 60 dB.
As medições acústicas realizadas entre um quarto da fracção do 3.º Piso Esquerdo do Bloco A e um quarto da fracção do 2.º Piso Esquerdo, do Bloco A – contíguos na vertical – determinaram um índice de isolamento sonoro a sons de condução aérea, DnT, w, de 52 dB, sendo o limite apresentado no regulamento DnT, w + 3 ≥ 50 dB. O índice de isolamento sonoro a sons de percussão, L’nT, w, registado foi de 69 dB, exigindo o regulamento que L’nT, w – 3 ≤ 60 dB.
Este estudo inclui também medições entre o refeitório da fracção de serviços localizada no Rés-do-Chão do Bloco F e a sala de estar da facção de habitação localizada sobre este espaço de refeição. O índice de isolamento sonoro a sons de condução aérea, DnT, w, registado foi de 47 dB, sendo a exigência regulamentar DnT, w + 3 ≥ 58 dB. No que diz respeito ao índice de isolamento sonoro a sons de percussão, L’nT, w, o valor determinado foi 48 dB, sendo o limite regulamentar L’nT, w – 3 ≤ 50 dB.
O índice de isolamento sonoro a sons de condução aérea, normalizado, D 2m, nT, w, registado entre o exterior do edifício e sala de estar da fracção de habitação localizada no 1.º Piso, lado Esquerdo, do Bloco F, foi D2m, nT, w = 39 dB; segundo o regulamento este requisito deve satisfazer as condições: D 2m, nT, w ≥ 33 dB (em zonas mistas) ou D 2m, nT, w ≥ 28 dB (em zonas sensíveis).

Térmica, Acústica , Auditoria energética

Auditoria Energética

Habitação 1

• Caracterização de consumos

Apartamento de tipologia T2,com uma área útil cerca dos 56,3 m2, arrendado a um casal com dois filhos dependentes, que fazem desta a sua residência.
O edifício em análise utiliza energia eléctrica, que é utilizada em quase todas as divisões e equipamentos, e ainda gás butano para o aquecimento de águas sanitárias e no fogão para cozinhar. Os consumos de energia no período de referência (PR), com base nas facturas de energia eléctrica de um ano e na estimativa do número de botijas de gás butano adquiridas durante o mesmo período, são apresentados na Tabela 1.
O Gráfico 1 apresenta a desagregação do consumo de energia primária (kgep) por tipo de energia.
O Indicador de Eficiência Energética real (IEEreal) calculado com base nos consumos de energia, apresenta os valores indicados na Tabela 2.
Os Gráficos 2 e 3 apresentam a desagregação do consumo de energia, eléctrica e gás butano, respectivamente.
No período de referência, a energia eléctrica foi adquirida à EDP Serviço Universal., com contrato BTN – simples e uma potência contratada de 3,45 kVA, em regime de “conta certa”. Neste período o custo da energia eléctrica foi de 375,80 €, para um consumo de1 538 kWh, pelo que o custo médio do kWh foi de 0,244 €/kWh.
Para o gás butano, foi feita uma estimativa do consumo anual, com base no consumo médio de uma botija de 13 kg em cerca de duas semanas. Como esta utilização é praticamente constante ao longo do ano, termos então um consumo anual da ordem das 26garrafas de butano, o que equivale a um consumo de 338 kg anuais. O custo de cada botija de 13 kg, à data da auditoria era de 27,2€ (2,092 €/kg), o que significa que o custo anual deste combustível terá sido de 707,20 €.
Para a climatização do apartamento, existem apenas sistemas de aquecimento ambiente com as seguintes características:
- Aquecedor eléctrico de 1200 W, com dois elementos, utilizado na sala;
- Aquecedor a óleo com 1200 W de potência, utilizado no quarto da filha;
- Irradiador eléctrico com 1500 W de potência, utilizado na cozinha.

• Oportunidades de melhoria

As oportunidades de racionalização de consumos energéticos são escassas.

Envolvente
A envolvente tem como ponto fraco, do ponto de vista energético, as janelas em madeira mais degradadas, com fraco isolamento térmico e infiltrações de ar significativas. Por este motivo recomenda-se que em futuras intervenções na fachada seja considerada a substituição das janelas existentes por outras com melhor desempenho energético, com caixilho com corte térmico, vidro duplo com película de baixa emissividade. Embora seja uma medida de racionalização que implica um investimento importante e com um retorno muito longo, a sua implementação permitirá, aos residentes, reduzir custos importantes com o aquecimento das suas casas e melhorar substancialmente as respectivas condições de conforto.

Iluminação
Uma oportunidade de racionalização, está relacionada com a existência de algumas lâmpadas incandescentes, que, quando alcançarem o seu final de vida, deverão ser substituídas por lâmpadas mais eficientes, nomeadamente por lâmpadas fluorescentes compactas à semelhança das que existem um pouco por toda a casa, apresentando consumos cerca de 80% inferiores e com esperanças de vida 8 a 10 vezes superiores.

Uma possível oportunidade de redução de custos está associada à adesão ao gás natural canalizado, com um custo por kWh cerca de 30% inferior ao do gás butano, resultando numa poupança de 210 €/ano. Para além do menor custo, destaca-se a maior facilidade de utilização e o maior aproveitamento do gás, uma vez que normalmente fica sempre algum gás butano no interior das botijas. No entanto esta medida só será viável se for possível instalar a rede de gás no prédio e fazer a reconversão dos equipamentos (fogão e esquentador), sem custos significativos para os residentes.

Habitação 2

• Caracterização de consumos

Apartamento de tipologia T2, com uma área útil cerca dos 56,3 m2, sendo a residência de uma senhora reformada, que vive só a maior parte do tempo.
O edifício em análise utiliza energia eléctrica, que é utilizada em quase todas as divisões e equipamentos, e ainda gás butano para o aquecimento de águas sanitárias e no fogão para cozinhar. Os consumos de energia no período de referência (PR), com base nas facturas de energia eléctrica de um ano e na estimativa do número de botijas de gás butano adquiridas durante o mesmo período, são apresentados na Tabela 3.
O Gráfico 4 apresenta a desagregação do consumo de energia primária (kgep) por tipo de energia.
O Indicador de Eficiência Energética real (IEEreal) calculado com base nos consumos de energia, apresenta os valores indicados na Tabela 4.
Os Gráficos 5 e 6 apresentam a desagregação do consumo de energia, eléctrica e gás butano, respectivamente.
No período de referência, a energia eléctrica foi adquirida à EDP Serviço Universal., com contrato BTN – simples e uma potência contratada de 3,45 kVA. Através das facturas recolhidas, Através das facturas recolhidas, apurou-se o custo médio do kWh em 0,196 €/kWh, pelo que o consumo anual de 2 273 kWh, acima calculado, teria um custo de 445,93 €.
Para o gás butano, custo de cada botija de 13 kg, à data da auditoria era de 27,20€ (2,092 €/kg), o que significa que o custo anual deste combustível terá sido de 326,40 €.
Para a climatização do apartamento foi identificado apenas um equipamento com as seguintes características:
- Aquecedor a óleo com 1600 W de potência, utilizado na sala;

• Oportunidades de melhoria

Climatização
A principal medida de racionalização prende-se com a optimização do aquecimento ambiente, evitando ter o aquecedor ligado com a janela aberta. A ventilação é importante para a qualidade do ar, mas apenas será necessário ventilar durante alguns minutos por dia, de preferência nas horas mais quentes do dia (no inverno). Durante este período de ventilação deve-se desligar o aquecedor, para não desperdiçar energia. Estima-se que com uma utilização mais racional deste equipamento, será possível reduzir o consumo anual deste equipamento em 500 kWh, resultando numa economia da ordem dos 100 € anuais. Por outro lado deve-se evitar cobrir o controlador de temperatura do aquecedor, para que este não seja danificado por temperatura excessiva.

Envolvente
A envolvente tem como ponto fraco, do ponto de vista energético, as janelas em madeira mais degradadas, com fraco isolamento térmico e infiltrações de ar significativas. Por este motivo recomenda-se que em futuras intervenções na fachada seja considerada a substituição das janelas existentes por outras com melhor desempenho energético, com caixilho com corte térmico, vidro duplo com película de baixa emissividade. Embora seja uma medida de racionalização que implica um investimento importante e com um retorno muito longo, a sua implementação permitirá, aos residentes, reduzir custos importantes com o aquecimento das suas casas e melhorar substancialmente as respectivas condições de conforto.

Iluminação
Uma oportunidade de racionalização, está relacionada com a existência de uma lâmpada incandescente, que, quando alcançar o seu final de vida, deverá ser substituída por uma lâmpada mais eficiente, nomeadamente por lâmpadas fluorescentes compactas à semelhança das que existem um pouco por toda a casa, apresentando consumos cerca de 80% inferiores e com esperanças de vida 8 a 10 vezes superiores.

Uma possível oportunidade de redução de custos está associada à adesão ao gás natural canalizado, com um custo por kWh cerca de 30% inferior ao do gás butano, resultando numa poupança de 95 €/ano. Para além do menor custo, destaca-se a maior facilidade de utilização e o maior aproveitamento do gás, uma vez que normalmente fica sempre algum gás butano no interior das botijas. No entanto esta medida só será viável se for possível instalar a rede de gás no prédio e fazer a reconversão dos equipamentos (fogão e esquentador), sem custos significativos para os residentes.

Habitação 3

• Caracterização de consumos

Apartamento de tipologia T4, com uma área útil cerca dos 82.8 m2, sendo a residência de um casal de reformados. Estes recebem com frequência a visita de um neto, que permanece com eles grande parte do dia.
O edifício em análise utiliza energia eléctrica, que é utilizada em quase todas as divisões e equipamentos, e ainda gás butano para o aquecimento de águas sanitárias e no fogão para cozinhar. Os consumos de energia no período de referência (PR), com base nas facturas de energia eléctrica de um ano e na estimativa do número de botijas de gás butano adquiridas durante o mesmo período, são apresentados na Tabela 5.
O Gráfico 7 apresenta a desagregação do consumo de energia primária (kgep) por tipo de energia.
O Indicador de Eficiência Energética real (IEEreal) calculado com base nos consumos de energia, apresenta os valores indicados na Tabela 6.
Os Gráficos 8 e 9 apresentam a desagregação do consumo de energia, eléctrica e gás butano, respectivamente.
No período de referência, a energia eléctrica foi adquirida à EDP Serviço Universal., com contrato BTN – simples e uma potência contratada de 3,45 kVA. Através das facturas recolhidas, Através das facturas recolhidas, apurou-se o custo médio do kWh em 0,224 €/kWh, pelo que o consumo anual de 2 316 kWh, acima calculado, teria um custo de 519.5 €.
Para o gás butano, custo de cada botija de 13 kg, à data da auditoria era de 27,20€ (2,092 €/kg), o que significa que o custo anual deste combustível terá sido de 352.8 €.
Para a climatização do apartamento foi identificado apenas um equipamento com as seguintes características:
- Aquecedor a óleo com 1600 W de potência, utilizado num dos quartos que está transformado em sala de estar.

• Oportunidades de melhoria

Climatização
A principal medida de racionalização prende-se com a optimização do aquecimento ambiente, evitando ter janelas abertas com o aquecedor ligado. A ventilação é importante para a qualidade do ar, mas apenas será necessário ventilar durante alguns minutos por dia, de preferência nas horas mais quentes do dia (no inverno). Durante este período de ventilação deve-se desligar o aquecedor, para não desperdiçar energia. Estima-se que com uma utilização mais racional deste equipamento, será possível reduzir o consumo anual deste equipamento em 267 kWh, resultando numa economia da ordem dos 60 € anuais.

Envolvente

A envolvente tem como ponto fraco, do ponto de vista energético, as janelas em madeira mais degradadas, com fraco isolamento térmico e infiltrações de ar significativas. Por este motivo recomenda-se que em futuras intervenções na fachada seja considerada a substituição das janelas existentes por outras com melhor desempenho energético, com caixilho com corte térmico, vidro duplo com película de baixa emissividade. Embora seja uma medida de racionalização que implica um investimento importante e com um retorno muito longo, a sua implementação permitirá, aos residentes, reduzir custos importantes com o aquecimento das suas casas e melhorar substancialmente as respectivas condições de conforto.

Iluminação
Outra oportunidade de racionalização, está relacionada com a existência de várias lâmpadas incandescentes, que, quando alcançarem o seu final de vida, deverão ser substituídas por lâmpadas mais eficientes, nomeadamente do tipo fluorescente compacta, apresentando consumos cerca de 80% inferiores e com esperanças de vida 8 a 10 vezes superiores

Uma possível oportunidade de redução de custos está associada à adesão ao gás natural canalizado, com um custo por kWh cerca de 30% inferior ao do gás butano, resultando numa poupança de 195 €/ano. Para além do menor custo, destaca-se a maior facilidade de utilização e o maior aproveitamento do gás, uma vez que normalmente fica sempre algum gás butano no interior das botijas. No entanto esta medida só será viável se for possível instalar a rede de gás no prédio e fazer a reconversão dos equipamentos (fogão e esquentador), sem custos significativos para os residentes.

Habitação 4

• Caracterização de consumos

Apartamento de tipologia T4, com uma área útil cerca dos 82.8 m2, sendo a residência de um casal.
O edifício em análise utiliza energia eléctrica, que é utilizada em quase todas as divisões e equipamentos, e ainda gás butano para o aquecimento de águas sanitárias e no fogão para cozinhar. Os consumos de energia, com base numa ponderação dos valores das facturas mensais de energia eléctrica existentes e na estimativa das garrafas de gás butano adquiridas durante o mesmo período, são apresentados Tabela 7.
O Gráfico 10 apresenta a desagregação do consumo de energia primária (kgep) por tipo de energia.
O Indicador de Eficiência Energética real (IEEreal) calculado com base nos consumos de energia, apresenta os valores indicados na Tabela 8. 

Os Gráficos 11 e 12 apresentam a desagregação do consumo de energia, eléctrica e gás butano, respectivamente.

No período de referência, a energia eléctrica foi adquirida à EDP Serviço Universal., com contrato BTN – tripla tarifa e uma potência contratada de 3,45 kVA. Através das facturas recolhidas, Através das facturas recolhidas, apurou-se o custo médio do kWh em 0,2062 €/kWh, pelo que o consumo anual de 1 508 kWh, acima estimado, teria um custo de 311.05 €.
Para o gás butano, custo de cada botija de 13 kg, à data da auditoria era de 27,20€ (2,092 €/kg), o que significa que o custo anual deste combustível terá sido de 326.4 €.
Para a climatização do apartamento existem dois sistemas de aquecimento ambiente com as seguintes características:
- Termoventilador eléctrico UFESA, com uma potência de 2000 W, utilizado na sala;
- Irradiador eléctrico CRUSSEL, com uma potência de 1500 W, também utilizado na sala.

• Oportunidades de melhoria

Considerando a simplicidade da instalação e o cuidado dos residentes na utilização da energia, é difícil encontrar formas de melhorar significativamente a eficiência energética da instalação, sem a realização de investimentos importantes, nomeadamente ao nível da envolvente.
A primeira medida de racionalização aponta para a substituição do frigorifico assim que possível, uma vez que este apresentou consumos muito elevados para o seu volume e para o período do ano. Estima-se que a substituição deste equipamento por outro novo, ou com uma classe de eficiência, pelo menos A+, possa reduzir o consumo de energia em 50%, gerando uma economia de 61 €/ano.

A segunda oportunidade de melhoria está relacionada com a existência de algumas lâmpadas incandescentes, que, quando alcançarem o seu final de vida, deverão ser substituídas por lâmpadas mais eficientes, nomeadamente por lâmpadas fluorescentes compactas à semelhança da que existe na cozinha, apresentando consumos cerca de 80% inferiores e com esperanças de vida 8 a 10 vezes superiores. Considerando uma situação futura em que todas as lâmpadas tenham sido substituídas por lâmpadas fluorescentes compactas, o consumo com iluminação será inferior em cerca de 220 kWh, traduzindo-se numa poupança de 45€ anuais.

Uma possível oportunidade de redução de custos está associada à adesão ao gás natural canalizado, com um custo por kWh cerca de 30% inferior ao do gás butano, resultando numa poupança de 95 €/ano. Para além do menor custo, destaca-se a maior facilidade de utilização e o maior aproveitamento do gás, uma vez que normalmente fica sempre algum gás butano no interior das botijas. No entanto esta medida só será viável se for possível instalar a rede de gás no prédio e fazer a reconversão dos equipamentos (fogão e esquentador), sem custos significativos para os residentes.

Habitação 5

• Caracterização de consumos

Apartamento de tipologia T4, com uma área útil cerca dos 82.8 m2, sendo a residência de uma mãe e 3 filhas menores.
O edifício em análise utiliza energia eléctrica, que é utilizada em quase todas as divisões e equipamentos, e ainda gás butano para o aquecimento de águas sanitárias e no fogão para cozinhar. Os consumos de energia, com base numa ponderação dos valores das facturas mensais de energia eléctrica existentes e na estimativa das garrafas de gás butano adquiridas durante o mesmo período, são apresentados Tabela 9.
O Gráfico 13 apresenta a desagregação do consumo de energia primária (kgep) por tipo de energia.
O Indicador de Eficiência Energética real (IEEreal) calculado com base nos consumos de energia, apresenta os valores indicados na Tabela 10.
Os Gráficos 14 e 15 apresentam a desagregação do consumo de energia, eléctrica e gás butano, respectivamente.
No período de referência, a energia eléctrica foi adquirida à EDP Serviço Universal., com contrato BTN – tarifa simples e uma potência contratada de 4.6 kVA. Através das facturas recolhidas, Através das facturas recolhidas, apurou-se o custo médio do kWh em 0,374 €/kWh, pelo que o consumo anual de estimado de 500.9 kWh, teria um custo de 182.7 €.
Para o gás butano, custo de cada botija de 13 kg, à data da auditoria era de 27,20€ (2,092 €/kg), o que significa que o custo anual deste combustível terá sido de 187.2 €.

• Oportunidades de melhoria

Para consumos tão reduzidos não é fácil identificar oportunidades de racionalização importantes. Sem uma intervenção ao nível da envolvente, quaisquer medidas implementadas terão impacto pouco significativo na redução dos consumos energéticos. Uma oportunidade de pequeno relevo, está relacionada com a existência de uma lâmpada incandescente no Hall, que, quando alcançar o seu final de vida, deverá ser substituída por uma lâmpada mais eficiente, nomeadamente por uma lâmpada fluorescente compacta à semelhança das que existem um pouco por toda a casa, apresentando consumos cerca de 80% inferiores e com esperanças de vida 8 a 10 vezes superiores.

Considerando por um lado a potência dos equipamentos existentes e por outro lado a adopção de algum cuidado na utilização dos mesmos equipamentos, evitando utilizações simultâneas de equipamentos de potência elevada, recomenda-se a redução da potência contratada dos actuais 4,6 kVA, para o escalão inferior (3,45 kVA), permitindo assim uma redução da factura de energia em 20,76 € anuais (preços de 2013).

A envolvente tem como ponto fraco, do ponto de vista energético, as janelas em madeira mais degradadas, com fraco isolamento térmico e infiltrações de ar significativas. Por este motivo recomenda-se que em futuras intervenções na fachada seja considerada a substituição das janelas existentes por outras com melhor desempenho energético, com caixilho com corte térmico, vidro duplo com película de baixa emissividade. Embora seja uma medida de racionalização que implica um investimento importante e com um retorno muito longo, a sua implementação permitirá, aos residentes, reduzir custos importantes com o aquecimento das suas casas e melhorar substancialmente as respectivas condições de conforto.

Uma possível oportunidade de redução de custos está associada à adesão ao gás natural canalizado, com um custo por kWh cerca de 30% inferior ao do gás butano, resultando numa poupança de 95 €/ano. Para além do menor custo, destaca-se a maior facilidade de utilização e o maior aproveitamento do gás, uma vez que normalmente fica sempre algum gás butano no interior das botijas. No entanto esta medida só será viável se for possível instalar a rede de gás no prédio e fazer a reconversão dos equipamentos (fogão e esquentador), sem custos significativos para os residentes.

Habitação 6

• Caracterização de consumos

Apartamento de tipologia T3, com uma área útil cerca dos 70.9 m2, sendo a residência de um casal com dois filhos.
O edifício em análise utiliza energia eléctrica, que é utilizada em quase todas as divisões e equipamentos, e ainda gás natural canalizado para o aquecimento de águas sanitárias e no fogão para cozinhar. Os consumos de energia para um período de referência (PR) de 12 meses, com base nas facturas de energia eléctrica e de gás natural que foi possível recolher, são apresentados, são apresentados na Tabela 11.
O Gráfico 16 apresenta a desagregação do consumo de energia primária (kgep) por tipo de energia.
O Indicador de Eficiência Energética real (IEEreal) calculado com base nos consumos de energia, apresenta os valores indicados na Tabela 12.
Os Gráficos 17 e 18 apresentam a desagregação do consumo de energia, eléctrica e gás natural, respectivamente.
No período de referência, a energia eléctrica foi adquirida à EDP Serviço Universal., com contrato BTN –tarifa simples e uma potência contratada de 4.6 kVA. Através das facturas recolhidas, Através das facturas recolhidas, apurou-se o custo médio do kWh em 0,212 €/kWh, pelo que o consumo anual de estimado de 4 136 kWh,teria um custo de 876.49 €.
Para o gás natural, o custo médio do Nm3, apurado com base nas facturas recolhidas, é de 1,167 €, o que significa que o custo anual deste combustível terá sido de 315,32 €.
Para a climatização do apartamento, existem apenas sistemas de aquecimento ambiente com as seguintes características:
- Termoventilador eléctrico mural com 2000 W de potência, utilizado na sala;
- Irradiador eléctrico com 2000 W de potência, utilizado na sala.

• Oportunidades de melhoria

Considerando a simplicidade da instalação e o cuidado dos residentes na utilização da energia, é difícil encontrar formas de melhorar significativamente a eficiência energética da instalação, sem a realização de investimentos importantes, nomeadamente ao nível da envolvente. Assim, as principais oportunidades de racionalização de consumos e de custos identificadas foram as seguintes:

Uma oportunidade de racionalização, está relacionada com a existência de dois candeeiros na sala com lâmpadas de halogéneo, que, quando alcançarem o seu final de vida, deverão ser substituídas por lâmpadas mais eficientes, nomeadamente por lâmpadas fluorescentes compactas à semelhança das que existem um pouco por toda a casa, apresentando consumos cerca de 80% inferiores e com esperanças de vida 8 a 10 vezes superiores.

A envolvente tem como ponto fraco, do ponto de vista energético, as janelas em madeira mais degradadas, com fraco isolamento térmico e infiltrações de ar significativas. Por este motivo recomenda-se que em futuras intervenções na fachada seja considerada a substituição das janelas existentes por outras com melhor desempenho energético, com caixilho com corte térmico, vidro duplo com película de baixa emissividade. Embora seja uma medida de racionalização que implica um investimento importante e com um retorno muito longo, a sua implementação permitirá, aos residentes, reduzir custos importantes com o aquecimento das suas casas e melhorar substancialmente as respectivas condições de conforto.

Térmica, Acústica , Auditoria energética

  • Térmica - Envolvente opaca
  • Térmica - Envolvente envidraçada
  • Acústica - parâmetros caracterizados
  • Auditoria energética - Tabelas 1 e 2
  • Auditoria Energética - Gráficos 1, 2 e 3
  • Auditoria energética - Tabelas 2 e 3
  • Auditoria energética - Gráficos 4, 5 e 6
  • Auditoria energética - Tabelas 5 e 6
  • Auditoria energética - Gráficos 7, 8 e 9
  • Auditoria energética - Tabelas 7 e 8
  • Auditoria energética - Gráficos 10, 11 e 12
  • Auditoria energética - Tabelas 9 e 10
  • Auditoria energética - Gráficos 13, 14 e 15
  • Auditoria energética - Tabelas 11 e 12
  • Auditoria energética - Gráficos 16, 17 e 18