Térmica
Qualidade do ar interior
Auditoria energética
Simulação dinâmica
Dados Gerais
Tipo de utilização: serviços - administrativo;
Área útil: 3700m2;
Zona Climática:I1, V2-N;
Orientação solar do alçado principal: sensivelmente a Oeste;
Inércia Térmica: média.
Térmica
• Envolvente Opaca
Parede Exterior
Parede exterior simples com espessura variável. Espessura mínima de aproximadamente 30 cm. A solução construtiva é definida por um pano simples em alvenaria de pedra (calcário) e argamassa, rebocada em ambas as faces.
Parede Interior
Parede interior simples com espessura variável. Espessura mínima de aproximadamente 30 cm. A solução construtiva é definida por um pano simples em alvenaria de pedra (calcário) e argamassa, rebocada em ambas as faces.
Cobertura exterior
Cobertura inclinada sem isolamento térmico definida, do interior para o exterior por: esteira leve em madeira, estrutura de suporte também em madeira, espaço de ar fortemente ventilado e resvestimento descontínuo em telha e respectiva estrutura de suporte.
Cobertura interior
Lage de cobertura em contacto com desvão não útil realizada em tábua de solho corrido, sem juntas com sobreposição (meia-madeira) sem isolamento térmico, com espaço de ar intermédio não ventilado e com forro de tecto em madeira.
• Envolvente envidraçada
Envidraçado vertical simples em caixilharia de madeira giratória, sem classificação relativamente à permeabilidade ao ar, equipada com vidro simples incolor com 4mm de espessura, sem dispositivos de protecção solar solar/oclusão nocturna.
Envidraçado vertical simples em caixilharia metálica, sem corte térmico, sem classificação relativamente à permeabilidade ao ar, equipada com vidro simples colorido na massa com 4mm de espessura, sem dispositivos de protecção solar/oclusão nocturna.
Envidraçado horizontal simples em caixilharia metálica, sem corte térmico, sem classificação relativamente à permeabilidade ao ar, equipada com vidro simples incolor com 4mm de espessura, sem dispositivos de protecção solar/oclusão nocturna.
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Qualidade do ar interior
Nesta avaliação das concentrações de poluentes foram considerados 15 pontos de medição.
Poluentes analisados para o edifício:
• CO2
• PM10
• CO
• O3
• HCHO
• COVtot
• Bactérias
• Fungos
Com base nas medições efectuadas, conclui-se que o edifício se encontra em conformidade regulamentar relativamente aos seguintes poluentes: Monóxido de Carbono (CO), Ozono (O3) e Compostos Orgânicos Voláteis (COV’s).
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Auditoria energética
• Caracterização de consumos
Da auditoria energética, obteve-se a desagregação de consumos indicados no Gráfico 1.
O consumo referente às tomadas, abrange os computadores, escalfetas, e consumos derivados de uso pessoal, difíceis de estimar com precisão.
O consumo referente à climatização é obtido a partir dos equipamentos adstritos á climatização, e o dos sistemas informáticos é o consumo referente às UPS do edifício.
Apresenta-se, na Tabela 3, o consumo anual dos anos 2009 e 2010, e o consumo médio desde Agosto de 2005 a Agosto de 2008.
O indicador de eficiência energética (IEE) presente na Tabela 3, é um indicador do consumo energético do edifício por unidade de área.
Observa-se um aumento do consumo da ordem dos 50%, entre a média trianual de 2005-2008 e o consumo de 2009. Observa-se também, um aumento de aproximadamente 10% entre o ano de 2009 e de 2010.
Em termos de verificação regulamentar, temos que o IEEfacturas é inferior que o IEEreferência, o que indica que o edifício se encontra regulamentar.
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Simulação dinâmica
• Dados gerais
O edifício em estudo é um edifício situado em Coimbra e destina-se à prestação de serviços administrativos. A fracção do edifício simulado tem uma área útil de aproximadamente 1930 m2.
A Figura 1 apresenta o modelo do edifício utilizado na simulação dinâmica e a Figura 2 a planta do edifício e respectivas zonas.
Para cada zona determinou-se a área, pé-direito ponderado, renovações de ar por hora e a densidade de iluminação.
• Resultados
Os resultados obtidos nas Simulações Dinâmicas da fracção são apresentados na Tabela 4.
Da sua análise pode-se concluir que, em relação à solução base, apenas a aplicação de uma tinta de cor branca apresenta maior consumo de energia anual associada à climatização. Todas as outras soluções propostas apresentam menores consumos de energia, sendo de salientar a redução global de energia em 6% para o caso das grelhas de ventilação. A aplicação de isolamento pelo exterior e de um envidraçado com duas janelas permite reduzir o consumo global de energia em 5% e 2%, respectivamente. Perante os resultados obtidos, verifica-se que as necessidades de aquecimento são superiores às necessidades de arrefecimento, por causa da reduzida carga interna (ocupação, iluminação e equipamento) nos espaços de maior dimensão.
Apesar da aplicação de uma tinta de cor branca pelo exterior permitir reduzir as necessidades de arrefecimento em 39%, existem maiores necessidades de aquecimento, pelo facto do edifício apresentar uma elevada inércia e uma reduzida carga interna, o que aumenta o consumo global de energia em 22%.
O resultado da aplicação do isolamento pelo exterior demonstra um pequeno aumento das necessidades de aquecimento, mas permite diminuir em 17% as necessidades de arrefecimento, o que permite reduzir o consumo global de energia em 5%.
A colocação de grelhas de ventilação e desligar o sistema de ventilação mecânica permite reduzir o consumo global de energia em 6%. Esta poupança de energia resulta principalmente do aproveitamento da ventilação natural.
A colocação de uma janela de vidro duplo pelo interior permite reduzir as necessidades de aquecimento e arrefecimento. Este resultado deriva da redução do valor global de coeficiente de transmissão de calor dos envidraçados.
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