Térmica
Acústica
Auditoria energética
Dados Gerais
Tipologia: habitação - moradia unifamiliar;
Área útil: 230m2;
Zona Climática: I1, V2N;
Orientação solar do alçado principal: Sul;
Inercia térmica: Média.
Térmica
• Envolvente Opaca
Parede exterior
Parede dupla com 34 cm de espessura, constituída (do interior para o exterior) por: camada de reboco tradicional com 1,5 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)), pano de alvenaria de tijolo furado com 11 cm de espessura (resistência térmica de 0,27 (m2.ºC)/W), camada de isolamento térmico em poliestireno extrudido com 4 cm de espessura (condutibilidade térmica de 0,037 W/(m.ºC)), caixa-de-ar não ventilada com 5 cm de espessura (resistência térmica de 0,27 (m2.ºC)/W), pano de alvenaria de tijolo furado com 11 cm de espessura (resistência térmica de 0,27 (m2.ºC)/W), camada de reboco tradicional com 1,5 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)).
PTP exterior
Ponte térmica plana exterior com 34 cm de espessura, constituída (do interior para o exterior) por: camada de reboco tradicional com 1,5 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)), elemento estrutural em betão armado com 30 cm de espessura (condutibilidade térmica de 2,0 W/(m.ºC)), camada de isolamento térmico em poliuretano projectado com 2 cm de espessura (condutibilidade térmica de 0,042 W/(m.ºC)), camada de reboco tradicional com 1,5 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)).
Parede interior
Parede interior simples com 25 cm de espessura, em contacto com o edifício adjacente, constituída (do interior para o exterior) por: camada de reboco tradicional com 1,5 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)), pano de alvenaria de tijolo furado com 22 cm de espessura (resistência térmica de 0,52 (m2.ºC)/W), camada de reboco tradicional com 1,5 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)).
Cobertura interior
Cobertura interior em contacto com o desvão, constituída (do interior para o exterior) por: estuque projectado com 1,5 cm de espessura (condutibilidade térmica de 0,43 W/(m.ºC)), laje maciça em betão armado com 20 cm de espessura (condutibilidade térmica de 2,0 W/(m.ºC)), camada de isolamento térmico em poliestireno extrudido com 4 cm de espessura (condutibilidade térmica de 0,037 W/(m.ºC)).
• Envolvente Envidraçada
Vãos envidraçados com caixilharia em alumínio com corte térmico, com classe 1 em relação à sua permeabilidade ao ar, com vidro duplo incolor corrente e dispositivos de protecção solar exteriores, do tipo portada de cor escura.
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Acústica
• Critérios de amostragem e resultados das medições
As medições acústicas visaram a determinação do isolamento sonoro a sons aéreos de fachadas (com altifalante), do isolamento sonoro a sons aéreos entre compartimentos e do isolamento sonoro a sons de percussão em pavimentos.
A análise prévia dos elementos de projecto disponibilizados e do edifício em estudo, permitiram considerar uma amostragem representativa de um conjunto de soluções construtivas adoptadas, sem contudo poder considerar-se como uma análise exaustiva de todas as soluções aplicadas no edifício.
A área translúcida dos elementos de fachada analisados, designadamente de um quarto localizado no Piso 1 e de uma sala de estar/jantar localizada no Piso 0, é de cerca de 31% e41% respectivamente, da área das fachadas. Como aqueles valores são inferiores ao indicado na subalínea iv), da alínea a), do ponto 1, do artigo 5º do RRAE (60%), não é necessário corrigir os índices avaliados, D 2m, nT, w (41 dB e 37 dB, respectivamente), com os termos de adaptação C ou Ctr, conforme o tipo de ruído dominante na emissão.
Na Tabela 1 apresenta-se a listagem dos diferentes parâmetros caracterizadores do isolamento acústico, obtidos a partir dos ensaios realizados in situ, bem como das exigências regulamentares aplicáveis, possibilitando a avaliação do conforto acústico de espaços do edifício.
• Considerações finais e conformidade regulamentar
O índice de isolamento sonoro a sons de condução aérea, DnT, w, registado, nas medições efectuadas entre as duas fracções de habitação, foi de 59 dB, estabelecendo a exigência regulamentar que DnT, w + 3 ≥ 50 dB. Quanto ao índice de isolamento sonoro a sons de percussão, L’nT, w, o valor determinado foi 52 dB, sendo o limite regulamentar, L’nT, w – 3 ≤ 60 dB.
Os valores obtidospara os índices de isolamento sonoro a sons aéreos de fachada, padronizado, D 2m, nT, w, para umquarto localizado no Piso 1 e para a sala de estar/jantar localizada no Piso 0, foram de 41dB e 37dB, respectivamente. Segundo o regulamento este índice deve satisfazer as condições: D 2m, nT, w+3 ≥ 33dB (em zonas mistas) ou D 2m, nT, w+3 ≥ 28dB (em zonas sensíveis).
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Auditoria energética
• Caracterização de consumos
O edifício em análise utiliza energia eléctrica, que é utilizada em quase todas as divisões e equipamentos, e ainda gás natural utilizado numa caldeira para o aquecimento de águas sanitárias e aquecimento ambiente. O gás é ainda utilizado no fogão para cozinhar. Os consumos de energia, com base nas facturas mensais de energia eléctrica e de gás natural no período de referência (2012), são apresentados na Tabela 2.
No mesmo período, o Indicador de Eficiência Energética real (IEEreal) calculado com base nos consumos de energia, apresenta os valores indicados na Tabela 3.
No Gráfico 1 apresenta-se a desagregação do consumo de energia primária (kgep) por tipo de energia.
Nos Gráfico 2 e Gráfico 3 apresenta-se a desagregação do consumo de energia eléctrica e de gás natural.
• Oportunidades de melhoria
Apesar de serem perceptíveis as preocupações dos residentes na utilização de equipamentos energeticamente eficientes e na adopção de comportamentos que reduzam o desperdício energético, foram identificadas algumas oportunidades de racionalização, que se descrevem em seguida.
Envolvente
Ao nível da envolvente as principais deficiências identificadas estão associadas à qualidade mediana da caixilharia de alumínio e do vidro duplo das portadas e janelas. O nível de isolamento destes elementos é fraco, para além de não permitirem um controlo adequado sobre a ventilação natural. Recomenda-se por isso que sejam substituídos os envidraçados por outros com caixilharia com corte térmico, vidro duplo com capa de baixa emissividade e com possibilidade de controlar a ventilação natural. Estima-se que a adopção desta solução permita reduzir cerca de 80% as perdas de calor pelos envidraçados no inverno, reduzindo os custos associados à climatização.
Outra oportunidade de redução dos consumos energéticos com o aquecimento está associada ao fraco isolamento do portão da garagem, permitindo perdas de calor importantes, sempre que a porta entre a habitação e a garagem estão abertas. Nesta caso a solução é mais simples e passa por um maior cuidado no fecho desta porta nos períodos mais frios do ano, quando as necessidades de aquecimento são efectivas.
Iluminação
Na iluminação, a maior oportunidade de racionalização está associada aos comportamentos e embora exista algum cuidado com a gestão dos sistemas de iluminação, por vezes verificam-se esquecimentos que acabam por penalizar o consumo energético. Desta forma recomenda-se que seja reforçada a sensibilização dos residentes no sentido de reduzir esses esquecimentos, mantendo ligados apenas os pontos de luz necessários em cada momento. Outra oportunidade de menor relevo, está relacionada com a existência de algumas lâmpadas incandescentes, que, quando alcançarem o seu final de vida, deverão ser substituídas por lâmpadas mais eficientes, nomeadamente por lâmpadas fluorescentes compactas à semelhança das que existem um pouco por toda a casa, apresentando consumos cerca de 80% inferiores e com esperanças de vida 8 a 10 vezes superiores.
Consumos de stand-by
Esta análise permitiu identificar um conjunto de consumos de standby em vários equipamentos, um pouco por toda a moradia, com destaque para a bomba de calor do sótão (25 W), a alimentação à TV, box e leitor de DVD (12 W), os aparelhos electrónicos permanentemente ligados no escritório (31 W), o sistema de controlo da caldeira (6 W). Será possível reduzir os consumos fora do período de utilização destes equipamentos, desligando as respectivas alimentações. Esta medida permitiria uma redução anual de 274 kWh e uma poupança de 50 €/ano, sem necessidade de investimento.











