Térmica
Qualidade do ar interior
Auditoria energética
Dados Gerais
Tipologia: serviços - administrativo;
Área útil: 1500m2;
Zona climática: I2, V3S;
Orientação solar do alçado principal: Sudeste;
Inércia térmica: média.
Térmica
• Envolvente Opaca
Parede exterior
Parede exterior de alvenaria de pedra ordinária com uma espessura de aproximadamente 1,30 m, de cor clara. À falta de informação concreta acerca da constituição da parede optou-se por adoptar o valor do coeficiente de transmissão térmica retirado a partir do Quadro II.2 (Parede rebocada (anterior a 1960) - Paredes simples), do Anexo II do ITE54 - "Valores por defeito dos coeficientes de transmissão térmica superficiais".
Parede interior
Parede interior de alvenaria rebocada com uma espessura de aproximadamente 0,30m. À falta de informação concreta acerca da constituição da parede optou-se por adoptar o valor do coeficiente de transmissão térmica retirado a partir do Quadro II.3 (Parede rebocada (posterior a 1960) - Paredes simples ou duplas), do Anexo II do ITE54 - "Valores por defeito dos coeficientes de transmissão térmica superfíciais", tendo-se efectuado a correcção das resistências térmicas superfíciais em virtude de se tratar de uma envolvente interior (Rse = 0,13 m2.ºC/W) e não exterior (Rse = 0,04 m2.ºC/W).
Cobertura interior
Cobertura interior. À falta de informação concreta acerca da constituição da cobertura optou-se por adoptar o valor do coeficiente de transmissão térmica retirado a partir do Quadro III (Pavimento Leve), do Anexo II do ITE54 - "Valores por defeito dos coeficientes de transmissão térmica superficiais", tendo-se efectuado a correcção das resistências térmicas superficiais em virtude de se tratar de uma cobertura (fluxo ascendente) e de uma envolvente interior (Rse = 0,10 m2.ºC/W e Rsi = 0,10 m2.ºC/W).
• Envolvente Envidraçada
Vãos envidraçados com caixilharia de madeira, sem classificação relativamente à sua permeabilidade ao ar, com vidro simples incolor, sem dispositivos de protecção solar.
Térmica, Qualidade do ar interior, Auditoria energética
Qualidade do ar interior
O edifício em análise desenvolve-se em em três pisos e é constituído por zonas de atendimento ao público, salas de reuniões, gabinetes, recepção, circulações comuns e outros espaços. Nesta avaliação das concentrações de poluentes foram considerados 6 pontos de medição.
Poluentes analisados para o edifício:
• CO2
• PM10
• CO
• O3
• HCHO
• COVtot
Com base nas medições efectuadas, conclui-se que o edifício se encontra em conformidade regulamentar relativamente aos seguintes poluentes: Partículas suspensas no ar (PM10), Monóxido de Carbono (CO), Ozono (O3) e Compostos Orgânicos Voláteis (COV’s).
Térmica, Qualidade do ar interior, Auditoria energética
Auditoria energética
• Caracterização de consumos
O edifício em análise utiliza energia eléctrica, em todos os sectores e equipamentos. Os consumos globais de energia, com base nos dados de facturas mensais de Dezembro 2011 a Novembro 2012, período de referência (PR), são apresentados na Tabela 1.
A energia eléctrica foi adquirida à EDPServiço Universal, com uma tarifa contratada do tipo BTE, Longas Utilizações, Tetra-Horário, Ciclo diário e uma potência contratada de 112,20 kW até Janeiro de 2012 e de 104,20 kW, a partir daí. O valor médio do custo da energia eléctrica no PR foi de 0,1591 €/kWh.
A caracterização energética de um edifício ou fracção é feita através de um indicador de consumo específico, que, de acordo com o RSECE, é expresso em unidades de energia final ou primária por metro quadrado de área útil por ano (kgep/m2.ano), designado Indicador de Eficiência Energética (IEE).
Para o cálculo deste indicador foi considerada a tipologia (retirada do anexo X do RSECE) e a área apresentada na Tabela 2.
O Indicador de Eficiência Energética real (IEEreal) calculado com base nos consumos de energia, apresenta os valores indicados Tabela 3.
O IEEreal determinado (31,72 kgep/m2.ano) é inferior ao valor de referência (40 kgep/m2.ano).
O Gráfico 1 apresenta a desagregação do consumo de energia primária (kgep) por tipo de energia.
De uma forma geral, os principais consumidores de energia estão associados às seguintes utilizações:
- Climatização;
- Infra-estrutura informática (sala do bastidor)
- Serviços Gerais (iluminação e tomadas);
O Gráfico 2 apresenta a desagregação do consumo de energia eléctrica para o período de referência.
• Oportunidades de melhoria
As principais oportunidades de racionalização identificadas durante a auditoria energética estão sobretudo associadas à optimização de consumos com a climatização e com a iluminação.
Climatização
A climatização dos vários pisos do edifício é assegurada por cassetes (equipadas com evaporadores de expansão directa de R407C) aplicadas nos tectos falsos e em unidades murais na sala de reuniões e nos gabinetes do Piso 1. Estas estão associadas a três unidades compactas (compressor Scrolle condensador) instaladas no sótão do tipo bomba de calor ar/ar. As potências nominais de arrefecimento e aquecimento de cada bomba de calor são respectivamente, de 56,0 e 63,0 kW, sendo a potência eléctrica absorvida, pela mesma ordem, de 20,8 e 19,6 kW, a que correspondem COP de 2,7 e 3,2. Estas unidades aparentam-se a laborar em boas condições e toda a rede de distribuição de R407C se encontra em bom estado de conservação. As unidades de climatização são mantidas em laboração durante cerca de 12 horas (8,00h às 20,00 h), nos dias úteis, com uma potência absorvida da ordem dos 40 a 45 kW no arranque da manhã, baixando depois progressivamente ao longo do dia, para o patamar dos 20 a 25 kW.
A redução dos consumos energéticos associados à climatização do edifício passa pelas seguintes sugestões de melhoria:
Redução do período de funcionamento das unidades de ar condicionado, desligando-as mais cedo, pois o calor acumulado durante o dia, deverá permitir manter uma temperatura de conforto até ao final do dia. Com base na análise do funcionamento do edifício, a sugestão apresentada aponta para desligar as unidades por volta das 18:30 horas, de modo a evitar as horas de ponta da tarde (18:30/21:00 h), do período tarifário de Inverno. A redução anual de consumos resultante desta medida deverá ser da ordem dos 5 289 kWh, sendo a respectiva economia de encargos de 840 Euros/ano.
A correcta utilização das portadas de madeira interiores das janelas, permitirá reduzir os consumos energéticos em climatização. O seu encerramento durante as noites de inverno permitirá minimizar as perdas por convecção e por radiação, reduzindo as necessidades de aquecimento na manhã seguinte. A sua abertura nas noites de verão tem o efeito contrário, ajudando a reduzir a carga térmica do edifício, reduzindo as necessidades de arrefecimento no dia seguinte. Considerando uma futura intervenção na envolvente do edifício, seria importante apostar no melhoramento das características térmicas dos envidraçados, no sentido de reduzir as perdas quer associadas às infiltrações descontroladas, quer associadas ao isolamento térmico.
Na sala do servidor informático, deverá ser avaliada a possibilidade de arrefecer o espaço nos períodos em que as temperaturas e humidades são favoráveis (dias de inverno e noites), com a ajuda de ventilação – free cooling, permitindo assim desligar a unidade de expansão directa existente, recorrendo a um controlo automático.
Iluminação
As principais oportunidades de racionalização associadas à iluminação são as seguintes:
- Avaliar a viabilidade de substituir o actual sistema de iluminação da fachada, já bastante degradado, por uma solução mais eficiente. Um estudo recente para a substituição das actuais lâmpadas de vapor de sódio de 70W, por LED de 30 e 15W, resultaria numa redução global de potência dos actuais 5 110 W, para 2 610 W, permitindo uma redução de consumo da ordem dos 49% (considerando o mesmo número de horas de funcionamento);
- Considerar em futuras intervenções de remodelação, ou de substituição de luminárias mais degradadas, a introdução de armaduras mais eficientes do que as actualmente utilizadas. Como alternativa mais eficiente recomenda-se a adopção de armaduras com lâmpadas fluorescentes tubulares T5, ou com lâmpada LED, com reduções de consumo estimadas entre os 30 e os 50% em função da solução escolhida. Estas opções apresentam custos distintos, mas apresentam também vantagens distintas, em termos de economia de energia e de duração, pelo que deverá ser realizado um estudo prévio a cada intervenção.
Energia reactiva
No sentido de evitar o consumo excessivo de energia reactiva, recomenda-se a realização de um investimento numa bateria de condensadores adequada às necessidades da instalação. Este sistema permitirá reduzir a factura de energia eléctrica em cerca de 866 €/ano, estimando-se que o respectivo investimento tenha um retorno inferior a 2 anos.










