Térmica
Acústica
Qualidade do ar interior
Auditoria energética
Simulação dinâmica
Dados Gerais
Tipologia: serviços - administrativo;
Área útil: 196m2;
Zona climática: I2, V3-N;
Orientação solar do alçado principal: Sudeste;
Inércia térmica: Fraca.
Térmica
• Envolvente Opaca
Parede exterior
Parede exterior, constituída (do interior para o exterior) por: camada de reboco tradicional com 2 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)), pano de alvenaria de tijolo furado com 11 cm de espessura (resistência térmica de 0,27 (m2.ºC)/W), camada de isolamento térmico em poliestireno extrudido com 4 cm de espessura (condutibilidade térmica de 0,037 W/(m.ºC)), pano de alvenaria de tijolo furado com 11 cm de espessura (resistência térmica de 0,27 (m2.ºC)/W), camada de reboco tradicional com 2 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)).
PTP exterior
Ponte térmica plana exterior constituída (do interior para o exterior) por: camada de reboco tradicional com 2 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)), elemento estrutural em betão armado com 40 cm de espessura (condutibilidade térmica de 2,0 W/(m.ºC)), camada de reboco tradicional com 2 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)).
Cobertura exterior
Cobertura exterior constituída (do interior para o exterior) por: tecto-falso com duas placas de gesso cartonado com 2x1,5cm de espessura (condutibilidade térmica de 0,25 W/(m.ºC)), caixa-de-ar com 30cm de espessura (resistência térmica de 0,16 m2.ºC/W para fluxo ascendente e 0,23 m2.ºC/W para fluxo descendente), laje aligeirada em betão armado com 8cm de espessura (esp. mínima) (condutibilidade térmica de 2,0 W/m.ºC), camada de forma em betão leve de agregados de EPS com 10cm de espessura (esp. mínima) (condutibilidade térmica de 0,28 W/m.ºC), camada de isolamento térmico em poliestireno extrudido com 5cm de espessura (condutibilidade térmica de 0,037 W/m.ºC), seguida de camada de godo com 5cm de espessura (condutibilidade térmica de 2,0 W/m.ºC).
Pavimento exterior
Pavimento exterior, em consola, constituído (do interior para o exterior) por: revestimento vinílico, camada de argamassa de regularização com 5cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/m.ºC), laje maciça em betão armado com 40cm de espessura (condutibilidade térmica de 2,0 W/m.ºC), camada de reboco trdicional com 2cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/m.ºC).
Parede interior
Parede interior constituída (do interior para o exterior) por: camada de reboco tradicional com 2 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)), pano de alvenaria de tijolo furado com 11 cm de espessura (resistência térmica de 0,27 (m2.ºC)/W), camada de reboco tradicional com 2 cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/(m.ºC)).
Pavimento interior
Pavimento interior constituído (do interior para o exterior) por: revestimento vinílico, camada de argamassa de regularização com 5cm de espessura (condutibilidade térmica de 1,30 W/m.ºC), laje aligeirada em betão armado com 8cm de espessura (esp. mínima) (condutibilidade térmica de 2,0 W/m.ºC), caixa-de-ar com 40cm de espessura (resistência térmica de 0,23 m2.ºC/W), tecto-falso com duas placas de gesso cartonado com 2x1,5cm de espessura (condutibilidade térmica de 0,25 W/m.ºC).
• Envolvente Envidraçada
Vãos envidraçados com caixilharia em alumínio sem corte térmico, sem classificação relativamente à sua permeabilidade ao ar, com vidro duplo (vidro exterior colorido na massa com 8 mm, lâmina de ar com 12 mm e vidro interior laminado 4+4 mm) e dispositivos de protecção solar interiores, do tipo cortina de lâminas opacas de cor clara.
Térmica, Acústica, Qualidade do ar interior, Auditoria energética, Simulação dinâmica
Acústica
• Critérios de amostragem e resultados das medições
As medições acústicas visaram a determinação do isolamento sonoro a sons aéreos de fachadas (com altifalante), do isolamento sonoro a sons aéreos entre compartimentos, do isolamento sonoro a sons de percussão em pavimentos e do tempo de reverberação de compartimentos.
A análise prévia dos elementos de projecto disponibilizados e do edifício em estudo, permitiram considerar uma amostragem representativa de um conjunto de soluções construtivas adoptadas, sem contudo poder considerar-se como uma análise exaustiva de todas as soluções aplicadas no edifício.
A área translúcida dos elementos de fachada analisados, designadamente da sala de reuniões e de um gabinete de trabalho, é de cerca de 100% e 27% respectivamente, da área das fachadas. No que diz respeito à sala de reuniões, aquele valor é superior ao indicado na subalínea iii), da alínea a), do ponto 1, do artigo 6º do RRAE (60%), pelo que deverá ser adicionado ao índice avaliado, D 2m, nT, w (29 dB), os termos de adaptação C (-1 dB) ou Ctr (-3 dB), conforme o tipo de ruído dominante na emissão. Deste modo, o valor obtido do índice de isolamento sonoro a sons aéreos, padronizado, D 2m, nT, w, para este elemento de fachada foi de 28 dB, uma vez que esta se encontra exposta a ruídos do tipo rosa (conversa, música e brincadeiras de criança).
Na Tabela 1, apresenta-se a listagem dos diferentes parâmetros caracterizadores do isolamento e comportamento acústicos, obtidos a partir dos ensaios realizados in situ, bem como das exigências regulamentares aplicáveis, possibilitando a avaliação do conforto acústico de espaços do edifício.
• Considerações finais
O índice de isolamento sonoro a sons de condução aérea DnT, w, registado, nas medições efectuadas entre a cafetaria da fracção vizinha e a sala de reuniões do edifício de serviços (compartimentos contíguos na vertical), foi de 59 dB, não existindo qualquer exigência regulamentar para este índice. Quanto ao índice de isolamento sonoro a sons de percussão, L’nT, w, o valor determinado foi de 47 dB, sendo o limite regulamentar L’nT, w – 3 ≤ 60 dB.
Foram realizadas medições acústicas para determinar o índice de isolamento sonoro a sons de condução aérea, normalizado, D 2m, nT, w, entre o exterior do edifício e dois espaços interiores, nomeadamente: a sala de reuniões e o gabinete de trabalho. Na sala de reuniões o valor registado foi 28 dB. No gabinete de trabalho o índice medido foi 46 dB. Segundo aquele regulamento, estes espaços devem satisfazer a condição: D 2m, nT, w+3 ≥ 30.
O tempo de reverberação medido na sala de reuniões foi de T= 0,5 s;segundo o RRAE,este parâmetro deve respeitar a seguinte condição: T – 0, 2≤ 0,8 s.
As medições acústicas realizadas entre a zona de circulação comum e a sala de reuniões - contíguas na horizontal – determinaram um índice de isolamento sonoro a sons de percussão L’nT, w, de 62 dB, exigindo o regulamento que L’nT, w – 3 ≤60 dB.
Este estudo incluiu também medições ente o gabinete de trabalho e a sala de reuniões, compartimentos contíguos na horizontal. O índice de isolamento a sons de percussão L’nT, w, registado foi de 62 dB, estabelecendo a exigência regulamentar que L’nT, w – 3 ≤ 60 dB.
Térmica, Acústica, Qualidade do ar interior, Auditoria energética, Simulação dinâmica
Qualidade do ar interior
O edifício em análise desenvolve-se em dois blocos cada um com quatro salas de atendimento ao público, gabinetes, salas de reunião, circulações comuns e outros espaços. Nesta avaliação das concentrações de poluentes foram considerados 10 pontos de medição.
Poluentes analisados para o edifício:
• CO2
• PM10
• CO
• O3
• HCHO
• COVtot
Com base nas medições efectuadas, conclui-se que o edifício se encontra em conformidade regulamentar relativamente aos seguintes poluentes: Partículas suspensas no ar (PM10), Dióxido de Carbono (CO2), Monóxido de Carbono (CO), Ozono (O3) e Compostos Orgânicos Voláteis (COV’s).
Térmica, Acústica, Qualidade do ar interior, Auditoria energética, Simulação dinâmica
Auditoria energética
• Caracterização de consumos
Este edifício consome apenas energia eléctrica para todas as utilizações, nomeadamente: climatização, iluminação, sistemas informáticos, tomadas, etc. A instalação é alimentada a partir da rede pública de distribuição em baixa tensão, poruma linha trifásica de 400/230 V. A distribuição de energia pela instalação tem origem no Quadro Geral, junto à entrada, alimentando todas as utilizações. Os consumos globais de energia, com base nos dados de facturas mensais de Outubro 2011 a Setembro 2012, período de referência (PR), são apresentados na Tabela 2.
A análise realizada à data da auditoria permitiu concluir que as facturas do período de referência (PR) apresentam consumos muito superiores à realidade, tendo sido determinados através de estimativas, sem qualquer leitura real no período referido. Assim, o consumo considerado para o período de 12 meses, foi estimado com base nas medições realizadas à data da auditoria (11 a 18 de Outubro 2011) e na recolha de leituras posteriores no contador geral, tendo-se apurado o valor de 7 215 kWh, cerca de seis vezes inferior ao valor das facturas (Tabela 3).
A caracterização energética de um edifício ou fracção é feita através de um indicador de consumo específico, que, de acordo com o RSECE, é expresso em unidades de energia final ou primária por metro quadrado de área útil por ano (kgep/m2.ano), designado Indicador de Eficiência Energética (IEE).
Para o cálculo deste indicador foi considerada a tipologia “Escritórios” (retirada do anexo X do RSECE) e a área apresentada na Tabela 4.
O Indicador de Eficiência Energética real (IEEreal) calculado com base nos consumos de energia, apresenta os valores indicados Tabela 5.
O IEEreal determinado (10.7kgep/m2.ano) é inferior ao valor de referência (40kgep/m2.ano).
O Gráfico 1 apresenta a desagregação do consumo de energia primária (kgep) por tipo de energia.
O valor médio do custo da energia eléctrica no PR foi de 0,1486 €/kWh; No período de referência, a energia eléctrica foi adquirida à EDP Serviço Universal.
A desagregação do consumo total de energia pelas utilizações finais, em percentagem, determinada com base nos dados recolhidos à data da auditoria (11 a 18 de Outubro 2012) e extrapoladas para o período de referência (Outubro 2011 a Setembro 2012), é apresentada no Gráfico 2.
A climatização do edifício é assegurada por cassetes colocadas no tecto falso, associadas a duas unidades instaladas na cobertura (ver figura seguinte), do tipo bomba de calor ar/ar. Para a renovação do ar (820 m3/h), é utilizada uma UTA de pequenas dimensões, com 2 ventiladores e com recuperação de energia através de permutador de fluxos cruzados. O ar novo admitido nesta unidade é encaminhado para as cassetes de tecto, onde é depois aquecido ou arrefecido. Existem duas cassetes na sala de reuniões, com uma utilização insignificante, e quatro cassetes distribuídas pelos dois gabinetes, pela secretaria e pela zona de atendimento.
• Oportunidades de melhoria
Considerando as diferentes utilizações da energia, as principais oportunidades de racionalização estão sobretudo associadas à envolvente e ao aquecimento de águas sanitárias e à optimização das opções contratuais do tarifário de energia eléctrica.
Envolvente
Alguns aspectos menos positivos da envolvente estão na origem de oportunidades de racionalização de consumos de energia, nomeadamente:
Durante a auditoria verificou-se um procedimento aparentemente habitual, de deixar aporta de entrada entre aberta com a ajuda de um taco de madeira, no sentido de facilitar a entrada dos utentes, porque o manípulo existente é de difícil abertura, sendo alvo de queixas frequentes, quando a porta está fechada. Na tentativa de facilitar a entrada dos utentes, a porta fica entre aberta durante muitas horas, comprometendo a eficiência dos sistemas de climatização, levando-os a consumir mais energia quando a temperatura no exterior é muito diferente da temperatura que se pretende no interior. Para se evitar esta ineficiência, recomenda-se que o manípulo da porta principal seja alterado no sentido de permitir a abertura fácil pelos utentes.
A principal fachada do edifício (sudeste) apresenta-se muito exposta a ganhos térmicos devido à radiação solar directa, sobretudo nos meses de meia estação e de verão. As persianas verticais existentes no interior são ineficazes neste tipo de situações. Esta exposição está na origem do aquecimento excessivo das zonas mais frequentadas (secretaria e do atendimento ao público), sempre que o sol brilha com mais intensidade, motivando queixas devido a desconforto. Por outro lado, este aquecimento tem um impacto negativo nos consumos energéticos. Assim, recomenda-se que seja encontrada uma forma de sombrear esta fachada pelo exterior, com lâminas sombreadoras fixas, com persianas de lâminas móveis, ou com outra solução, no sentido de mitigar os efeitos negativos da actual solução.
AQS
Considerando a reduzida utilização da água quente sanitária, deverá ser introduzido um relógio temporizador na alimentação do termoacumulador, evitando que este funcione durante as horas mais onerosas do tarifário. Esta medida visa simplesmente obrigar o termoacumulador a aquecer a água entre as 0:00h e as 7:00h, desligando-o nas restantes horas do dia; não tem impacto significativo no consumo de energia, permitindo poupar 40 a 50 € anuais, apenas com o investimento num relógio temporizador programável.
Tarifário
A actual potência contratada (34,5 kVA) é manifestamente exagerada, considerando que a potência somada dos principais equipamentos não ultrapassa os 20 kVA. A redução da potência contratada para os 20,7 kVA permitiria reduzir a factura anual em 270 € (a preços de 2013). Complementarmente, optando por uma utilização cuidada dos equipamentos, evitando ligar em simultâneo muitos equipamentos, nomeadamente na copa, seria possível ir ainda mais longe e optar por uma potência contratada de 13,8 kVA, poupando cerca de 390 € anuais.
Térmica, Acústica, Qualidade do ar interior, Auditoria energética, Simulação dinâmica
Simulação dinâmica
• Dados gerais
A simulação dinâmica foi efectuada para todo o edifício. A Figura 1 apresenta o modelo do edifício utilizado na simulação e a Figura 2 a planta do edifício e respectivas zonas.
A fracção do edifício simulado tem uma área útil de 198.61 m².
Para cada zona determinou-se área, pé direito ponderado, renovações de ar por hora e a densidade de iluminação.
• Resultados
Os resultados obtidos nas Simulações Dinâmicas do edifício são apresentados na Tabela 6.
Para a situação do edifício pintado com uma cor branca que apresente uma absorção solar de 0.2, devido às necessidades de arrefecimento serem consideravelmente superiores às necessidades de aquecimento, o impacto no consumo global é francamente favorável, obtendo-se uma redução no consumo anual de energia de 22%. A Cobertura verde apresenta bons resultados, tanto na estação de aquecimento, -12%, como na estação de arrefecimento, - 9%. A redução total anual é de 10%.
Para o edifício em estudo não foi simulada a trombe Wall devido ao facto do edifício no quadrante sul apresentar uma fachada cortina.
Térmica, Acústica, Qualidade do ar interior, Auditoria energética, Simulação dinâmica















